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Retrospectiva das homenagens a Ernesto Che Guevara no cinquentenário de sua morte

Em 09 de outubro de 1967, há 50 anos, foi assassinado na Bolívia o guerrilheiro heroico Ernesto Che Guevara por ordens da CIA – Agência Central de Inteligência – dos Estados Unidos.

Médico de profissão, o Che foi um combatente revolucionário, estadista, escritor e jornalista argentino- cubano, que se tornou ícone em Cuba e paradigma universal ao lutar sem trégua contra a hegemonia imperialista.

Homens e mulheres de diferentes lugares do mundo tributaram homenagem ao lendário Guerrilheiro Heroico no cinquentenário de sua morte.

A província cubana de Villa Clara sediou as atividades nacionais recordando o assassinato de Che Guevara. Milhares de estudantes participaram da tradicional caminhada pela Rota do Che em Santa Clara, a capital de Villa Clara. E artistas do lugar ofereceram bela gala cultural no teatro La Caridad.

O presidente cubano Raúl Castro encabeçou o ato central pelo 50o aniversário do assassinato do revolucionário argentino- cubano e seus companheiros na Bolívia, que se realizou em nove de outubro na praça memorial Ernesto Guevara de Villa Clara, onde repousam seus restos.

Amigos solidários dos cinco continentes, milhares de habitantes locais e uma representação de companheiros de luta do guerrilheiro compareceram ao ato de solenidade, em que o primeiro vice-presidente de Cuba, Miguel Díaz Canel advertiu: ser como o Che não se deve limitar a uma mera consigna.

Na Bolívia, também se realizou jornada em homenagem ao 50o aniversário da presença do revolucionário argentino- cubano nesse Estado andino. Che Guevara foi recordado através de exposições, veladas culturais, visitas a museus e uma romaria de jovens de todos os cantos do mundo em Vallegrande, no sudeste do país, onde foi exumado em julho de 1997, trinta anos depois de ter sido assassinado por ordens da CIA e enterrado numa vala comum.

Aconteceram ao mesmo tempo os encontros mundiais 50 anos do Che na Bolívia, o Segundo Encontro Latino-americano de Jornalistas Anti-imperialistas, o Congresso de Medicina Tropical Alternativa, Che médico, e o Evento Internacional do Pensamento Guevarista.

A jornada de recordação na Bolívia foi encerrada com ato multitudinário presidido pelo primeiro mandatário boliviano, Evo Morales, e prestigiado por representantes de governos latino-americanos, membros de organizações políticas e sociais, intelectuais e familiares do combatente revolucionário.

Outros encontros que certificaram a vigência dos ideais de Ernesto Che Guevara foram a Terceira Conferência sobre Estudos Estratégicos realizada em Havana, um painel em Buenos Aires, que congregou estudiosos de sua vida e o Colóquio Internacional Vigência e Projeção Histórica do Che, acontecido no México.

Historiadores e pesquisadores recordaram em Cuba a presença do combatente argentino- cubano na província de Granma, no leste do país, e estudiosos de 20 nações analisaram seu impecável comportamento, no Segundo Simpósio Internacional A Revolução Cubana: gênese e desenvolvimento histórico.

No 29o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, na cidade russa de Sochi, realçaram os jovens cubanos a vasta obra revolucionária do guerrilheiro. Sua obra também foi ressaltada por oradores da Venezuela, Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha na cidade canadense de Vancouver, na 7a Conferência Internacional Che Guevara.

Uma Catédra Livre, que leva seu nome, na Bolívia, organizou um ciclo de 12 encontros, que analisaram suas concepções comunistas. E a Feira do Livro da cidade de La Paz dedicou uma palestra sobre a influência de Che Guevara no processo de mudanças nesse país andino.

A figura universal do Guerrilheiro Heroico foi honrada em Rosário, cidade onde nasceu, e noutras cidades da Argentina se uniram os moradores locais e centenas de latino-americanos para difundir os ideais do Che a fim de promover a unidade na região.

Organizações sociais, estudantes e trabalhadores e a população na Venezuela, Colômbia, El Salvador, Chile e México, também recordaram Che Guevara e ponderaram seu legado anti-imperialista, solidário e internacionalista.

Na Casa da Cultura Equatoriana Benjamin Carrión, em Quito, cidadãos desse país e um grupo de cubanos exaltou com discursos e canções a transcendência do guerrilheiro. Um encontro similar ocorreu em Damasco, a capital da Síria, onde funcionários de alto escalão do país árabe, palestinos e o movimento de solidariedade a Cuba corroboraram que a elevada moral combativa do Che se manifesta na luta de diferentes nações contra o terrorismo em território sírio.

No ato pelo encerramento do ano letivo, alunos e professores ressaltaram em Nova Déli, a capital da Índia, a luta do revolucionário em favor dos mais humildes e explorados.

A Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba colocou na sede da entidade Pátria Socialista, em Roma, a capital italiana, uma placa de mármore em homenagem a Ernesto Che Guevara. Já na Grécia, grupos solidários e a União de Jornalistas desse país europeu destacaram a herança política do Che e sua vigência.

À homenagem mundial ao Guerrilheiro Heróico pelo 50o aniversário de sua morte se somaram as vozes de personalidades de vários âmbitos como o presidente da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro, o renomado escritor mexicano Paco Ignácio Taibo e o representante da Organização Pan-Americana da Saúde na Bolívia, Fernando Lenaes.

Todos concordaram em que o Che é imortal devido ao seu exemplo revolucionário e seus ideais, os quais cresceram como símbolo da humanidade e estimulam a refletir sobre os grandes problemas dos povos causados pela opressão imperialista.

O secretário executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, Pablo Gentili, e instituições como a UNESCO, concordaram em distinguir a valia do pensamento do combatente revolucionário, especialmente para América Latina.

Ao longo de 2017, para evocar a gesta do Che, foram lançados os livros Meu irmão o Che, da autoria de Juan Martín Guevara; A Vigência do Pensamento do Che em nossos dias, elaborado pelo Partido Comunista Equatoriano; O Assassinato do Che na Bolívia, Revelações, dos historiadores cubanos Adys Cupull e Froilán González, assim como a segunda parte da trilogia: uma vida revolucionária, do cartunista mexicano José Hernández.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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