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México: pobreza e desastres

Recentemente, o México foi abalado pelo mais violento terremoto do último século. Sentiram o tremor de terra em boa parte do país, mas os prejuízos humanos e materiais se concentraram em dois estados da porção sudeste: Oaxaca e Chiapas, que são, também, os que exibem os indicadores de pobreza e abandono mais elevados da nação.

Mais uma vez é evidente esse sinistro nexo que existe entre pobreza e desastres que, de alguma maneira, se repete em vários lugares do planeta. Dos quase 100 mortos pelo tremor de terra, 76 são de Oaxaca, e outros 16 de Chiapas. Neste último estado, mais de 40 mil casas sofreram danos ou foram destruídas totalmente.

Constatou-se foram quase todas pequenas comunidades agrícolas onde moram camponeses indígenas, ou vilarejos de pescadores situados perto do litoral do oceano Pacífico, que agora está à espera de que se cumpram as promessas do governo de atender às urgentes necessidades de refúgio, alimentação e serviços de saúde.

O próprio presidente Enrique Peña Nieto, quando visitou a região, pôde comprovar que antes do terremoto a vida era muito difícil nestes lugares, o que ele resumiu com uma frase: já viviam mal, agora estão pior.

É que a pobreza é um mal endêmico no México, que possui valiosos recursos naturais que poderiam bastar para que a população toda desfrutasse de um elevado padrão de vida e conforto, mas, infelizmente, as desigualdades atingem níveis de pasmar.

Um estudo publicado pela organização não governamental OXFAM oferece informações demolidoras. Por exemplo, as rendas dos 12 milhões de mexicanos mais ricos são 23 vezes superiores aos dos 84 milhões mais pobres.

Esta proporção não mudou quase nada nos últimos anos. De 2014 a 2016, a renda média dos mais ricos foi de 100 pesos diários. Já a renda média dos mais necessitados foi de apenas 10 pesos, insuficientes para comprar um quilo de tortilhas de milho que constituem o alimento básico da população.

As desigualdades são maiores por causa da corrupção e os negócios ilícitos que favorecem os mais ricos. Diego Vázquez, gerente de investigação de OXFAM explicou que os 35,421 bilhões de pesos que roubou Javier Duarte, ex-governador do estado de Veracruz, hoje preso, equivalem a renda dos 12 milhões de habitantes mais pobres de todo o país.

Quando vemos como os multimilionários multiplicam sua riqueza, percebemos que, em muitos casos, isto provém de privilégios, como elevadas isenções de impostos e conluio com setores do poder político.

Diante desta situação, o México vai precisar de uns 120 anos para que a tendência nas desigualdades comece a se reverter.

Enquanto isso, cada vez que ocorra um desastre, continuarão sendo os pobres os que paguem o preço em vidas, sofrimentos e prejuízos. Enquanto isso, os privilegiado só tomarão conhecido disso através dos jornais.(Guillermo Alvarado)

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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